Esperança
Se me perguntarem digo que não sei. Fugi. Morri por ai. Saltei. Acabei com isto, cansei-me.
Tal como Pandora, abriu a vasilha proibida, soltando todos os males do mundo. Dor. Frustração.
Dói-lhe o peito. Apetece-lhe gritar mas as palavras não saem.
Cai no chão. Chora. Grita. Amaldiçoa a sorte que sempre lhe foge.
Amordaça palavras, sufoca com as lágrimas.
Tenta respirar. Asfixia. Rebola no chão, contorce-se e grita.
Pára. Silêncio. Vazio.
O cérebro congela, as imagens rolam nos olhos vazios.
Respira lentamente. Dói.
Resta no fundo da vasilha aberta no chão a esperança.
Pega nela e metamorfisa a dor. Chamam-lhe esperança.
A ela, parece-lhe fria, prepotente, inútil.
Agarra. Atira. Estilhaça-se contra a parede. Cai com um ruído surdo no chão.
Morre quieta a esperança. A única que restava da vasilha de Pandora.
Tal como Pandora, abriu a vasilha proibida, soltando todos os males do mundo. Dor. Frustração.
Dói-lhe o peito. Apetece-lhe gritar mas as palavras não saem.
Cai no chão. Chora. Grita. Amaldiçoa a sorte que sempre lhe foge.
Amordaça palavras, sufoca com as lágrimas.
Tenta respirar. Asfixia. Rebola no chão, contorce-se e grita.
Pára. Silêncio. Vazio.
O cérebro congela, as imagens rolam nos olhos vazios.
Respira lentamente. Dói.
Resta no fundo da vasilha aberta no chão a esperança.
Pega nela e metamorfisa a dor. Chamam-lhe esperança.
A ela, parece-lhe fria, prepotente, inútil.
Agarra. Atira. Estilhaça-se contra a parede. Cai com um ruído surdo no chão.
Morre quieta a esperança. A única que restava da vasilha de Pandora.
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