Retrato da solidão de ti
Tenho sentido a tua falta. Ás vezes penso que já não te interesso como te interessava. Sinto-te longe, não sei que dizer, falo mas sinto as conversas vazias. Penso por vezes em tentar-te reconquistar, mas a verdade é que já não tenho mais trunfos para te mostrar, não tenho nada de novo que te possa fascinar. Faz-me falta não te ter todos os dias, apetecia-me agarrar-te a mim para ter a certeza que não foges. Mas não posso, não quero, nunca o fiz e não o vou fazer. Mas a verdade é que me tens feito falta, muita falta. E eu não sei como te dizer, mas acho que preciso de mais, mesmo sabendo que não to posso exigir. Mas ás vezes o sorriso apaga-se da minha cara e eu fico sem saber o que fazer. Apetece-me dizer-te tudo isto, mas engasgo-me com as palavras e não consigo. Porra fazes-me falta duma forma que não consigo explicar, não consigo demonstrar e dizer-te por palavras. Preciso de mais de ti, mais empenho mais atenção, mas não me sinto no direito de te pedir. Fico com um vazio no estômago de cada vez que te sinto afastada, assombram-me fantasmas de solidão que me deixam insegura frente a ti. Apetece-me gritar e escrever nas paredes a revolta da solidão. Hoje sinto que me tomaste como certa e eu tomei-te como certa a ti, sabendo que juramos para sempre, mas hoje sinto-nos mais vazias.
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