(im)pessoal
Tu nunca serás tu enquanto continuares a viver pela boca dos outros. Tu nunca serás um ser humano completo enquanto não começares a pensar pela tua cabeça, em vez de usares a dos outros. A imaginação das pessoas é fértil, e a tua então dava um milhão de enredos de novelas. Tudo o que te sai da boca não é teu. Não são as tuas palavras, são as que ouves os outros dizer. Não te aches grande pelo tamanho dos disparates que dizes. Não te aches a maior por fazeres cenas e filmezinhos que só existem na tua cabeça, e na cabeça de pessoas com uma imaginação tão boa como a tua. A tua história já não cola comigo ... Conheço-te tão bem que já nada do que fazes me admira. Apesar dessa tua mente fraca e irreal falas como se soubesses todos os segredos da caixa de Pandora. Mas mentes, mentes-me a mim e a ti própria quando te pões com essas supostas certezas. Enganas-te mais do que me enganas a mim, já tudo espero de alguém tão pequeno e mesquinho. Tens amigos por conveniência, e consomes-os como pastilha elástica, mastigas-os enquanto te dá jeito e depois deitas-os fora. O teu mundo é teu, e gira á volta do teu umbigo e da tua mania de que és superior a tudo e todos. Abre os olhos e vê. Tudo o que fazes não tem a minima razão de ser, tudo o que fazes é em função dos outros. Tudo o que fazes é criar intrigas e são essas intrigas que te transformam num ser impessoal. Tu não és tu a menos que sejas o que realmente és. E tu não és essa merda que mostras ser. Apenas te limitas a ser o bobo da corte, porque as figuras tristes és tu que as fases. Toda a gente sabe os teus podres, toda a gente conhece a tua falsidade. És o bobo da corte e gostas, e ainda andas de nariz impinado a pensar que enganas alguém. Não te odeio, tenho pena de ti, muita pena de ti. (...) Tanto mais haveria para dizer mas cansas-me os olhos e não vou gastar o meu tempo com alguém tão pouco importante.
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