Exteriorizar
Inquieta-me o facto de não conseguir exteriorizar isto, o que tem acontecido e o que não tem acontecido. Inquieta-me porque quando quero escrever não encontro palavras para isto. E este terrível isto é aquele nó na garganta, o desconforto mental e corporal que me deixa sem conseguir falar, apaticamente estática e estúpida. É a desconfortável sensação de alguém impulsivamente instável que se tenta controlar. Não sei. É como se tivesse um bicho a gritar por dentro que precisa de mais, mas não diz de quê. É a sensação de "falta qualquer coisa" e que não se sabe explicar.
Tens o dom de aparecer sempre nas alturas mais inconvenientes e hoje só ajudaste a crescer este desconforto de alguém a quem falta algo. Mas a culpa não foi tua, foi minha. Que achei estares esquecido, até te sonhar de novo. É o não saber explicar o porquê disto acontecer que me incomoda. Tantas vezes te arranquei da cabeça, te escrevi nas paredes, no chão, no tecto, na rua. Cansas-me de tantas vezes voltares depois de eu te ter posto para fora de mim. Mas não és só tu. Tu és apenas um dos fantasmas, e quando tu vens todos os outros te seguem. São fantasmas que me massacram de saudade, de desgosto, de alegrias perdidas. E é quando vêem esses fantasmas que eu fico mais instável. Percorrem-me o corpo e mordem me na cabeça discursos que não posso ouvir. Vêem imagens e momentos e tudo mais me corrói a mente, atormenta-me e destabiliza-me. Mas não é de vocês. É de mim, e eu sei. Não sei reagir bem sob pressão, sou impulsiva demais e quando vocês falam eu deixo de pensar. Paraliso.
Tens o dom de aparecer sempre nas alturas mais inconvenientes e hoje só ajudaste a crescer este desconforto de alguém a quem falta algo. Mas a culpa não foi tua, foi minha. Que achei estares esquecido, até te sonhar de novo. É o não saber explicar o porquê disto acontecer que me incomoda. Tantas vezes te arranquei da cabeça, te escrevi nas paredes, no chão, no tecto, na rua. Cansas-me de tantas vezes voltares depois de eu te ter posto para fora de mim. Mas não és só tu. Tu és apenas um dos fantasmas, e quando tu vens todos os outros te seguem. São fantasmas que me massacram de saudade, de desgosto, de alegrias perdidas. E é quando vêem esses fantasmas que eu fico mais instável. Percorrem-me o corpo e mordem me na cabeça discursos que não posso ouvir. Vêem imagens e momentos e tudo mais me corrói a mente, atormenta-me e destabiliza-me. Mas não é de vocês. É de mim, e eu sei. Não sei reagir bem sob pressão, sou impulsiva demais e quando vocês falam eu deixo de pensar. Paraliso.
parece que vc conhece minha vida. E escreve sobre mim.
ResponderEliminarDe verdade.
Saudades Jo.