Não sei ,
Disses-te que ias embora, e que levavas tudo o que te pertence. Tremi. Não te quero longe, nunca quiz. Mas também não tenho a certeza se te quero perto, assim tão perto. Vi-te virar me as costas e não aguentei, agarrei-te e abracei-te mais uma vez. Disseste-me que hoje mais do que nunca querias ouvir tudo o que eu tinha para te dizer. Assustei-me, larguei o teu braço e fugi. Fiquei a olhar-te atraves do vidro. É esquesito, só percebemos o quanto amamos uma pessoa quando a perdemos. Corri, abri a porta e subi pelo teu corpo e agarrei-te como se me pertencesses. Deixaste-me sorrir, deixaste-te ficar agarrado ao meu corpo como se ele te pertencesse. Mas não, nunca soubeste, porque eu nunca te disse. Mais uma vez cansaste-te de esperar pelas minhas palavras. No fundo sabes que queres muito mais do que aquilo que eu te posso dar, mas com essa tua teimosia rebelde, continuas a achar que eu posso mudar, e vens abraçar-me como se me desculpasses em silêncio por todos os momentos em que não fui o que tu precisaste. Vens timido e com medo, porque no fundo sabes que eu continuo igual, mas mesmo assim vens, sabendo que te vou voltar a magoar. E depois, quando chega o momento das palavras, elas fogem-me. E eu deixo-te fugir, como sempre deixei, apesar de não te querer perder, não sei bem se te quero ter. E viras-me as costas, não te digo adeus, porque sei que vais voltar, uma e outra vez. Ás tantas, um dia destes, vais-te embora sem saberes o que me vai no coração.
Comentários
Enviar um comentário